Em 7 de abril de 1831, o imperador D. Pedro I abdicou do trono brasileiro, em favor de seu filho, o príncipe D. Pedro de Alcântara, futuro D. Pedro II. Marcava-se, com este ato, o fim do Primeiro Reinado e o início do Período Regencial (1831-1840).

Foi neste período que se deu a criação do 21º município da Província do Ceará: Cascavel. Em 6 de maio de 1833, o 5º presidente da Província do Ceará assinava a Resolução do Conselho do Governo Provincial do Ceará, que autorizava elevar à categoria de vila o então distrito de Cascavel, pertencente a Aquiraz.

O Município de Cascavel foi solenemente inaugurado cinco meses depois, em 17 de outubro, pelo presidente da Câmara Municipal de Aquiraz, capitão José Martinho Pereira Façanha, cascavelense nato de tradicional família do Riacho Fundo. A emancipação política do município foi registrada em ata pelo secretário José Correia de Sá, acompanhante de Façanha no ato solene.

Façanha deu posse aos vereadores da primeira Câmara Municipal e ao presidente, capitão José Simões Branquinho, que passou a exercer a função de mandatário municipal. Ainda não existia o poder executivo municipal, portanto competia ao presidente da câmara o exercício das atribuições de “prefeito”.

Cascavel era construído por territórios desmembrados dos municípios de Aquiraz e Aracati, e dividido em quatro distritos: da sede, do Lucas (depois Beberibe), da Sucatinga e do Pedro de Souza. Naquele momento os atuais municípios de Beberibe, Cascavel e Pindoretama formavam um só município com área territorial de 3.105 quilômetros quadrados. Somente no século XX, Beberibe (1954) e Pindoretama (1987) emanciparam-se politicamente.

[da série #Cascavel184]

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