O presidente da CPMI, Ataídes Oliveira, e o ex-presidente da Caixa, Jorge Hereda. Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

A CPI mista da JBS e da J&F ouviu nesta quarta-feira (25) o depoimento do ex-presidente da Caixa Econômica Federal Jorge Hereda. Ele falou sobre o período em que esteve à frente da instituição, de 2011 a 2015, e sobre o processo de empréstimos para o grupo JBS. O objetivo foi esclarecer situações que envolvem os nomes dos citados em esquemas de corrupção investigados pela CPMI.

Durante o tempo em que Jorge Hereda presidiu o banco, o ex-ministro Geddel Vieira Lima e os ex-vice-presidentes da Caixa Econômica Federal Fábio Cleto e Marcos Roberto Vasconcelos tiveram cargos diretivos na instituição. Para o Ministério Público, eles trabalharam de forma conjunta com Eduardo Cunha para abastecer um esquema de propinas e favorecimentos. O presidente da comissão, senador Ataíde de Oliveira (PSDB-TO), quis saber sobre a atuação dos citados.

– O que me chama atenção é que Geddel está preso, Cleto está preso, Cunha está preso… O senhor acredita que eles cometeram ilícitos dentro da Caixa? – questionou.

O ex-presidente da Caixa explicou que, no caso dos empréstimos para a J&F e JBS, os processos foram feitos dentro das normas da instituição.

– Saiu dentro das normas da Caixa, não causou nenhum prejuízo à Caixa. A minha obrigação era cuidar para que isso fosse dessa forma – garantiu.

Jorge Hereda disse ainda à comissão que a operação da JBS com a Caixa feita em sua gestão foi coerente com o tamanho da empresa e os empréstimos estão sendo amortizados em dia.

[Agência Senado]

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