O mercado de trabalho vai aos poucos dando sinais de recuperação. Apesar disso, há ainda demandas para retomar o crescimento de diversos setores, inclusive da indústria. Um recente estudo elaborado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) mostra que, entre 2017 e 2020, é necessário qualificar 378,367 trabalhadores para determinadas funções industriais no Estado.

O Mapa do Trabalho Industrial afirma que entre as áreas que mais vão demandar formação profissional dos trabalhadores no Ceará devem ser construção (110.869), vestuário e calçados (87.879), meio ambiente e produção (61.572), alimentos (31.815), metalmecânica (30.054), tecnologias da informação e comunicação (15.271), energia (14.073), veículos (8.268), petroquímica e química (6.284), madeira e móveis (4.683), papel e gráfica (4.227), mineração (1.788) e pesquisa, desenvolvimento e design (1.583).

Ao todo, os 378.367 trabalhadores se distribuem em ocupações industriais nos níveis técnico e superior. Esses profissionais trabalham na indústria ou em atividades de serviços ou comércio que atendem direta ou indiretamente ao setor industrial.

Empregados ou não

A demanda por formação inclui a requalificação de profissionais que já estão empregados e aqueles que precisam de capacitação para ingressar em novas oportunidades no mercado.

“O estudo demonstra a vitalidade do mercado de trabalho no Brasil no horizonte dos próximos quatro anos. Profissionais qualificados terão mais chance de aproveitar as oportunidades de emprego que surgirem quando a economia voltar a crescer e as empresas retomarem as contratações”, afirma o diretor-geral do Senai e diretor de Educação e Tecnologia da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Rafael Lucchesi.

Áreas em destaque

Segundo o estudo, cinco áreas destacam-se na demanda por formação de técnicos: vestuário e calçados (11.113), meio ambiente e produção (9.114), tecnologias de informação e comunicação (7.500), construção (6.037) e energia (5.724).

De acordo com especialistas responsáveis pela elaboração do Mapa, a área de meio ambiente e produção, por exemplo, demanda por profissionais com formação técnica, entre outros fatores, porque as empresas passaram a ter maior controle sobre os impactos ambientais dos processos produtivos diante de mudanças recentes na legislação.

Entre as ocupações industriais com maior demanda nas indústrias cearenses, segundo o estudo, estão coloristas (5.435), técnicos em operação e monitoração de computadores (3.502), supervisores da indústria têxtil (3.340), técnicos de planejamento e controle de produção (2.759) e também técnicos de controle da produção (2.717).

Mais estudo

As áreas com maior demanda por profissionais com qualificação de mais de 200 horas, de acordo com o Mapa do Trabalho Industrial 2017-2020 serão: Vestuário e calçados (30.135), Alimentos (23.880), construção (12.714), metalmecânica (10.438) e energia (6.092). Segundo especialistas do Senai, a exportação de commodities agrícolas (carnes, açúcar) deve gerar empregos no setor de alimentos entre 2017 e 2020, o que ajudaria a explicar a necessidade por formação de profissionais nesse setor. O metalmecânico, por sua vez, tende a crescer a depender da demanda por bens de consumo duráveis. Entre as ocupações, destacam-se os operadores de máquinas para costurar peças do vestuário (20.075), cozinheiros (14.671), padeiros, confeiteiros e afins (5.964) e trabalhadores de montagem de estruturas de madeira, metal e compósitos em obras (5.543).

[Diário do Nordeste]

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