Seis em cada 10 motoristas deixariam o carro em casa e usariam o transporte público se o transporte público fosse de boa qualidade. Esse é o resultado da pesquisa encomendada pela Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas sobre a mobilidade em Fortaleza. Melhorias na mobilidade, como em outras áreas, somam atrasos históricos no Ceará.

Nas grandes cidades, como Fortaleza, o trânsito seria melhor para todos, com menos carros e menos engarrafamentos, se ônibus e metrôs fossem mais atrativos.

Em Fortaleza, o primeiro projeto de linha metroviária tem mais de 30 anos. A Linha Sul opera desde 2014, ligando Pacatuba ao centro de Fortaleza, embora as obras ainda não estejam concluídas. Além disso, não há integração com o sistema de ônibus. Já a Linha Leste, que deveria ligar o centro às áreas de grande fluxo , como Aldeota e Cocó, está com obras paradas.

A Linha Leste do metrô, orçada em mais de dois bilhões de reais, é uma das obras inacabadas do governo Cid Gomes. Os serviços começaram no fim da gestão do ex-governador, mas logo pararam. Por problemas burocráticos e de orçamento, não há hoje ideia de quando esse trem vai acender uma luz no fim do túnel.

Outra obra aguardada pela população é o chamado VLT, o veículo leve sobre trilhos, que deve ligar os bairros Parangaba e Mucuripe, passando pelo bairro de Fátima. Os serviços deveriam estar prontos para a Copa do Mundo de 2014. Com a obra ainda em andamento, às vésperas de mais um mundial, os trabalhos ainda causam transtornos à população.

Não é somente na área dos transportes que o atual governo herdou problemas relacionados a obras inacabadas ou em ritmo lento. A lista é extensa, inclui projetos milionários, como a obra do Acquario Ceará.

A segurança também preocupa a população. Apesar de ter obtido bons resultados em 2015 e 2016, o Ceará vive, este ano, uma nova epidemia de assassinatos. O ano ainda não terminou, mas já é recorde. Em 2017, foi registrado o maior número de mortes violentas da história.

Antes, o ano com maior número de mortes foi 2014, fim da gestão Cid gomes. Naquele ano, foram registrados 4.439 assassinatos. Já em 2017, de janeiro a novembro, foram contabilizados 4.681 crimes de morte.

No Palácio Abolição, os investimentos em segurança são cada dia maiores, assim como a prioridade em combater a raiz do problema: tráfico de drogas e crime organizado.

Veja todos os detalhes no vídeo, do Jornal Jangadeiro, da TV Jangadeiro/SBT:

[Tribuna do Ceará]

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