Avenida Chanceler Edson Queiroz, entrada principal da cidade

Regionalização

Região Administrativa: 9

Microrregião de Planejamento: Litoral Leste/Jaguaribe

Mesorregião: Norte Cearense

Microrregião: Cascavel

Área

Cascavel ocupa uma extensão territorial de 837,421 km² (IBGE).

Posição geográfica

Latitude: 4° 07’ 59” sul. São 459,3 km para o equador terrestre.

Longitude: 38° 14’ 31” oeste.

Altitude

33,70m (nível do mar).

Ponto culminante: Serra do Brito – 246m.

Limites

Ao norte: Oceano Atlântico, Pindoretama e Aquiraz;

Ao sul: Beberibe e Ocara;

A leste: Beberibe;

A oeste: Pacajus, Horizonte e Chorozinho.

Distância da capital: 60 km pela CE-040 e 50 km em linha reta.

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH – 2010): 0,646.

Índice de Desenvolvimento Municipal (IDM – 2012): 46,43.

PIB per capta: R$ 7.184,00 (IBGE/IPECE 2012).

PIB anual: R$ 489.910.000,00(IBGE/IPECE 2012).

População

De acordo com o senso demográfico de 2010 (IBGE), a população do município é de 66.142 habitantes, com uma densidade demográfica de 79 hab/km². Com situação domiciliar urbana 56.157 habitantes (84,90%), e rural 9.985 (15,10%). Sendo 32.887 habitantes homens (49,72%)  e 33.255 mulheres (50,28%). Taxa de crescimento populacional 2000-2010: 1,48%. É o 19º município cearense mais populoso.

Gentílico: cascavelense

Eleitores

No município de Cascavel estão cadastrados 55.351 eleitores distribuídos em 184 seções eleitorais (TRE/CE, 2016).

Economia

O município era essencialmente agrícola até bem pouco tempo, situação que mudou com a implantação da Companhia Industrial e Produtos Alimentícios – Cipa e da Cascavel Castanha de Caju – Cascaju, empresa de beneficiamento da castanha de caju (importante item de exportação do Ceará), implantada pelo cascavelense Edson Queiroz e inaugurada em 1969.

Outras indústrias – setor secundário – de grande porte instalaram-se no município para o beneficiamento do couro: Bermas (1999-2007), Bracol (2007-2010), Eagle Ottawa (2007) e JBS – Cascavel Couros Ltda. (2011). Há também microempresários na confecção de roupas, que abastecem o mercado local, sul do país e até o mercado internacional. Há um gande incremento no setor terciário da nossa economia: comércio, bancos, escolas, administração, saúde. Lojas de eletrodomésticos, roupas e supermercados vêm incrementando o comércio no município.

Na fruticultura o município produz: abacaxi, abacate, acerola, ata, banana, cajá, caju, cana-de-açúcar, ciriguela, coco, goiaba, graviola, limão, mamã, manga, mangaba, maracujá, melancia, murici, pitomba, sapoti, tamarindo, entre outras.

O município produz ainda: milho, batata-doce, cera da palha da carnaúba, feijão, jerimum, macaxeira, mamona, mandioca e tem um representativo rebanho de bovinos, equinos, asininos, muares, suínos, caprinos, ovinos além da produção de leite, aves domésticas, frangos e ovos de granjas que abastecem outros mercados.

As praias, com hábeis jangadeiros, são abundantes em peixes de grande variedade, lagostas (segundo item de exportação do Ceará) e mariscos dos mangues.

Para o aproveitamento de alguns produtos, existem pequenas fábricas de aguardente, de farinha de mandioca e de rapadura. Os principais recursos minerais são o diatomito (fabricação de tijolo branco, tijolo industrializado com furos e telhas), o berilo e o caulim. (CASCAVEL DIDÁTICO, 2012).

Distritos

Quando o Município de Cascavel foi criado, em 1833, era constituído por quatro distritos: Cascavel, Lucas (hoje Beberibe), Sucatinga e Pedro de Sousa. Depois foram criados outros distritos: Pitombeiras (1876), Guanacés (1890), Baixinha, depois Pindoretama (1894) e Jacarecoara (1910).

De lá para cá sofreu várias alterações. Atualmente, tem a seguinte composição: Cascavel (sede), Cristais, Guanacés, Jacarecoara, Caponga e Pitombeiras.

CRISTAIS

Localiza-se no extremo sul do município, a 78 km da sede e à margem esquerda do rio Pirangi. É cortado pela BR-116. Por abundância de minerais (cristais) que afloram no solo, os moradores batizaram o lugar com esse nome. É o mais jovem distrito de Cascavel. Foi desmembrado do distrito de Pitombeiras em 20 de maio de 1993.

GUANACÉS

Localizado a oeste do município, a 11 km da sede, foi criado em 20 de outubro de 1890. O lugar Bananeiras, em 1943, recebeu novo nome em homenagem aos índios Anacés, Guanacé e Wanacé que habitaram o vale do rio Choró e o litoral cearense. Por duas vezes, em 1963 e 2009, a população mobilizou-se, sem sucesso, no processo de autonomia municipal. A CE-253 corta a sede do distrito. A indústria JBS – Couros está instalada entre este distrito e o município de Pacajus.

JACARECOARA

Localiza-se a leste à margem esquerda do rio Choró, a 9 km da sede. Significa jacaré exposto (quarando) ao sol, alusão que os antigos moradores faziam aos jacarés que predominavam na foz do rio Choró. Foi criado em 25 de janeiro de 1910. Na praia da Barra Nova, no século XIX funcionou o Porto Cozinha ou Porto Pilão.

CAPONGA

Localiza-se ao norte, no litoral a 14 km da sede. Origem do Tupi Ka’ á põga – pequeno lago de água doce formado no solo arenoso do litoral; ou linha de pescar com a bola na ponta, em vez de anzol (cf. : HOUAISS). O distrito de Caponga foi criado em 22 de novembro de 1951. Em 2009, a população mobilizou-se, sem sucesso, num processo de autonomia administrativa.

PITOMBEIRAS

Localiza-se no sul do município a 82 km da sede. No povoamento da região fazia-se referência a um “pé de pitombeira”, lugar onde se arranchavam comboieiros e outros viajantes a caminho do sertão ao litoral. Foi criado em 25 de agosto de 1876.