A brilhante idéia de transformar a antiga residência do saudoso ex-vigário de Cascavel, Padre Valdivino Nogueira em um Patronato foi de seu sucessor, Padre José Bruno Teixeira, que solicitou, em 1933, ao coronel Juvenal de Carvalho e sua esposa Dona Maria Joana de Carvalho (Dona Mariquinha), que transformasse aquele belo recanto em um estabelecimento de ensino que teria o nome de Patronato Padre Valdivino Nogueira, sendo logo aceito o pedido pelo casal.

Era uma casa de cinco portas de frente encravada em terreno com um hectare com parte murada e parte cercada, onde havia um mangueiral.

No ano seguinte monsenhor Antônio Tabosa Braga (monsenhor Tabosa) foi encarregado da transcrição da escritura da doação feita pelo coronel Juvenal de Carvalho e sua esposa.

Em 1935 iniciaram-se as reformas e ampliações da casa, capela, parlatório, aposento das irmãs, salas de aulas, pavilhão do jardim da infância, refeitório, dormitório, auditório Dona Mariquinha de Carvalho, quartos para hóspedes, salas para dentista e enfermagem, salões, cozinhas, muros, entrando pelo ano de 1936.

Durante os preparativos o nome do Patronato mudou, recebendo ao invés de Padre Valdivino, o nome do principal doador.

O Patronato Juvenal de Carvalho, instituição de fins altamente sociais, destinados à educação das moças pobres de Cascavel, obra que se deve à caridade e ao altruísmo do ilustre Coronel Juvenal de Carvalho.

O Patronato seria entregue à direção e cuidados das zelosas Irmãs de Caridade, Filhas de São Vicente de Paula, que com tanto êxito dirigem em Fortaleza e de outras paróquias desta Arquidiocese.

No dia anterior ao da inauguração chegaram em Cascavel, procedentes de Fortaleza, a Irmã Vitória, diretora provisória e as Irmãs de Caridade para trabalharem na casa. Também a Irmã Margarida que veio organizar os preparativos da grande festa, além de senhoras e moças do Colégio da Imaculada Conceição da Capital.

A inauguração ocorreu no dia 19 de julho de 1936.

Naquele dia a cidade de Cascavel acordou cedo com a alvorada com a Banda Música e foguetórios.

Às 7 horas começaram a chegar vários automóveis e ônibus vindos de Fortaleza, trazendo o coronel Juvenal de Carvalho e muitas pessoas gradas que vinham afim de participarem da grande festa.

Às 8 horas chegou o Arcebispo Metropolitano de Fortaleza, Dom Manoel da Silva Gomes, na companhia do Padre João Vassen, recebidos com uma salva de palmas seguidas de aclamações. No recinto do Patronato fez o discurso de saudação o senhor Emiliano de Paula Moreira, tabelião da cidade. Seguiu-se com a palavra sua eminência, arcebispo. Dom Manoel da Silva Gomes, que fez belíssimo discurso. Depois, iniciaram-se as inaugurações, com a bênção do prédio, da Capela que fica na entrada do Patronato e do altar da mesma e outras dependências.

A inauguração do Patronato Juvenal de Carvalho foi um verdadeiro acontecimento para Cascavel. Novamente no salão de honra do edifício, teve a palavra e ex-vigário de Cascavel, Padre José Bruno Teixeira a que se deve a idéia de instalação do Patronato. Falou em seguida o vigário, Padre Raimundo Pinto de Albuquerque (Padre Pinto) que fazendo-se ainda ouvir, em agradecimento aos louvores anunciados ao gesto do coronel Juvenal de Carvalho e sua esposa Dona Mariquinha de Carvalho, o jovem José Valdivino de Carvalho, filho do casal e representante do Coronel Juvenal de Carvalho nas festividades realizadas.

Após o encerramento da solenidade realizou-se lauto banquete em um dos amplos salões do Patronato. No banquete falaram o Padre Francisco de Assis Antunes Portela e José Valdivino.

A inauguração do Patronato Juvenal de Carvalho foi um acontecimento ímpar na cidade de Cascavel.

[“Cascavel, retalhos de sua história”]

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