Atraídos por promoções em passagens e hospedagem em destinos como Fernando de Noronha (PE), Gramado (RS), Flórida (EUA) e países da Europa, pelo menos 37 pessoas foram vítimas de um golpe de estelionato. A empresa de viagem, sediada em Fortaleza e com filial em Sobral, prometia pacotes a baixíssimos custos. O desfalque foi descoberto por um grupo que comprou um pacote para o arquipélago pernambucano. Chegando em Recife, descobriram que não havia passagens até o destino final, nem reservas de hotel na ilha.

A técnica em educação Rosângela Lira foi uma das vítimas. Ela comprou o pacote para Gramado, que partiria de Fortaleza no dia 15 de novembro. Foi até o aeroporto e não havia passagens reservadas no nome dela nem nas outras cinco pessoas da família. O pacote de cinco dias custou R$ 2.600 por casal. “Seria de cinco dias. Vínhamos nos programando desde maio. E agora que caiu a ficha de que foi um golpe. Nós nos programamos, compramos roupas, economizamos. Seria um sonho, mas acabou virando um pesadelo”, lamenta.

Um casal que pediu para não ser identificado pagou um pacote para Fernando de Noronha com data marcada para o próximo dia 10. Eles não conseguem mais entrar em contato com a empresa ou com o empresário e concluem que são as próximas vítimas. “Pagamos R$ 965 por pessoa, eu e minha esposa, com direito a passagem e a hospedagem. Achei muito barato o valor, mas pensei que as empresas de turismo conseguem abatimento”, informa o funcionário público.

Renato Torres, advogado que representa algumas das vítimas, disse que deve entrar com uma representação com o pedido de mandado de prisão contra o empresário e uma ação civil para a reparação de danos. O POVO Online tentou contato com o número do empresário, fornecido pelas vítimas, mas as ligações não foram atendidas. O POVO Online não divulga o nome do suspeito porque não há mandado de prisão contra ele.

O titular da Delegacia de Defraudações, Jaime de Paula Pessoa, afirma ter recebido 37 denúncias contra esta empresa e que o crime de estelionato é passível de detenção. “As pessoas precisam sempre desconfiar de ofertas tão boas. Ligar para a empresa aérea, confirmar a vaga com os hotéis são algumas das dicas”, afirma.

[O POVO Online]

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