As terras do Rio Novo pertenceram ao patrimônio de Nossa Senhora do Ó, como todas as demais da cidade de Cascavel. O povoamento começou a partir dos fins do século XIX, com atividades agrícolas de subsistência, onde se plantava mandioca, macaxeira, batata doce e cana, e foram construídas algumas casas de farinha. Ao longo do tempo, este cenário foi agregando moradores e residências, tornando a localidade, próxima ao centro urbano da vila e cidade de Cascavel, um dos bairros mais antigos.

O nome Rio Novo vem das nascentes de um riacho nas imediações da Rua Coronel Biá com a Travessa Marinheiro Antônio Silva.  Seu curso direciona-se à Rua Jornalista João Lopes cortando a Avenida Chanceler Edson Queiroz no sentido noroeste-sudeste, desaguando no Açude do Rego, atual Açude Juarez Queiroz, próximo à COHAB.

Na década de 1910, o prefeito Silvestre Vitoriano Dantas iniciou a construção do Matadouro, que foi inaugurado em 7 de setembro de 1921, pelo seu sucessor, Vitoriano Antunes. Nos anos setenta, foi desativado e depois demolido. No local, na Travessa Marinheiro Antônio Silva, foi construída uma igreja evangélica. Ao poente – fundo correspondente – na Rua Coronel Horácio de Oliveira Bessa, está instalada a cadeia pública. Na praça que existia na frente do matadouro foi construído um Centro Comunitário, depois adaptado para a escola de ensino médio Cláudio Martins (CCM) e desde março de 1991 funciona a Prefeitura de Cascavel.

O professor Dario Carlos Batista por muitas décadas manteve uma escola particular para ensinar a ler, escrever e as quatro operações de aritmética. Mesmo com o uso da “palmatória”, muitos cascavelenses ali “desasnaram” e abriram suas portas para o saber. Uma escola de ensino fundamental (do bairro) adotou em 1998, o nome deste grande educador. Em fevereiro de 2005, foi inaugurado o Liceu Edson Queiroz, escola patrimonial pública de Ensino Médio. Quatro anos depois, transformou-se numa Escola Profissionalizante.

A água das cacimbas do Rio Novo era vendida em ancoretas e baldes de porta em porta pelas ruas da cidade, transportada no lombo de animais e botadores d’água em latões duplos de flandres ou zinco. Em 1970, duas cacimbas foram soterradas para construção da Avenida Coronel Leite (atual Avenida Chanceler Edson Queiroz), nova entrada da cidade com acesso à CE-040.

O bairro se desenvolveu a partir da igreja de São Francisco, onde a tradição religiosa é fortemente mantida.

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